Grupo cultural celebra 17 anos com nova peça, com ator de São Miguel Paulista Jadier Brito

"Homens de Papel", que entra em cartaz no sábado, faz parte da série de comemorações que o centro cultural poaense realizará até o fim de agosto
 
Divulgação
Espetáculo, baseado em obra de Plínio Marcos, mostra o cotidiano das pessoas que se sustentam recolhendo e vendendo papelão
Crítica social, cultura e solidariedade. A peça "Homens de Papel" trará um pouco de cada um desses ingredientes para o público presente. A Cia. Teatro Mãos à Obra realizará duas apresentações da obra escrita por Plínio Marcos.
A primeira será no próximo sábado, dia 30, às 20 horas. A segunda neste domingo, 31, às 19 horas. Ambas na sede da Associação Cultural Opereta (ACO), na rua Doutor Emílio Ribas, s/nº, na Vila Sopreter, em Poá. Os ingressos poderão ser trocados no local por cem folhas de sulfite ou cem copos descartáveis de água.

A apresentação é resultado do aprendizado de cinco meses da terceira turma de alunos dos cursos de Artes Cênicas, Produção Cultural e Criação Gráfica do projeto "Mãos à Obra", patrocinado pelo Ministério da Cultura e pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, por meio do programa "Mais Cultura e Cultura Viva".

"Homens de Papel" foi escrito por Plínio Marcos, um dos autores mais censurados da história do teatro brasileiro. A sua primeira peça intitulada Barrela, escrita em 1958, foi proibida pela censura federal por 21 anos.

Já em 1968, quando escreveu "Homens de Papel", o polêmico Plínio Marcos quis mostrar uma realidade que já se fazia presente naquela época, a de pessoas que sobreviviam e tiravam o seu sustento recolhendo e vendendo papelão, daí o nome do espetáculo.

Segundo ele, elas mostram apenas a ponta de um sistema de exploração, no qual o seu opressor é representado pelo personagem Berrão, dono do ferro-velho. Quando era questionado sobre o sucesso de "Homens de Papel", o indignado Plínio Marcos, morto em 1999, respondia: "A peça ainda tem validade porque o País não evolui, e se o Brasil continuar assim, a peça vai virar um clássico".

A apresentação de "Homens de Papel" marca o início das comemorações dos 17 anos de fundação da Associação Cultural Opereta (ACO), que terá um calendário vasto de outras expressões culturais. Dia 6 de agosto será a vez do Grupo Bandolengos apresentar a peça "As Trapaças de um Cangaceiro". No dia 7 de agosto, haverá duas sessões "O Auto da Luz" e "A História de uma Tonha", dentre outros espetáculos que poderão ser conferidos na sede da Opereta.


Histórico
A Associação Cultural Opereta (ACO) nasceu no dia 30 de julho de 1994, quando dois grupos de Poá se uniram, o Grupo de Arte Terra Nova e o Grupo de Teatro Opereta.

A ACO é uma instituição privada sem fins lucrativos, que tem como objetivo auxiliar na recuperação do ensino por meio da arte e cultura, desenvolvendo diversas atividades e eventos educacionais e culturais no Alto Tietê.

As principais atividades têm sido: promoções de eventos, cursos e oficinas culturais, com teatro, dança, artes plásticas, música, artesanato, além do apoio a grupos artísticos e manutenção da Biblioteca Comunitária. Informações podem ser obtidas na ACO, na rua Doutor Emílio Ribas, s/nº, na Vila Sopreter, em Poá.

Fonte: http://www.moginews.com.br/materias/Default.aspx?ided=1277&idedito=6&idmat=99146

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