GUIA DE FORRÓ DA VIRADA CULTURAL 2013 TEM VARIAÇÕES RICAS DENTRO DO ESTILO MUSICAL NORDESTINO


por VIRADA CULTURAL
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O forró ganhou uma palco especial na Virada Cultural 2013 especialmente para homenagear o povo nordestino e sua linda presença em São Paulo. A Praça do Patriarca receberá artistas, trios e bandas de forró de diversas gerações e variações ricas de forró, indo do mais tradicional ao moderninho. Os shows começam no sábado (18), às 18 horas, com o Trio Juazeiro e terminam no domingo (19), às 16h45, com o show do Trio Dona Zefa.
Para comentar cada atração, convidamos Paulinho Rosa, organizador do palco da Praça do Patriarca e expert no assunto. Confira:
Trio Juazeiro
“Um dos mais antigos trios da cidade, com quase cinco décadas de história e inúmeros sucessos, o Trio Juazeiro mantém a mesma forma de tocar do inicio de carreira. O destaque fica por conta do seu cantor Mocotó, que segue a linha de Jackson do Pandeiro sem necessariamente ter que cantar as músicas dele, pois as canções do repertório do trio são suficientes para um show completo. Para quem gosta de forró bem tradicional!”
“O trio segue a linha de forró bem tradicional, misturando canções próprias com alguma pérolas do ritmo tornando os shows sempre variados e muito animados. Como costuma dizer o cantor da atual formação do trio “ Vamos Balançar” , quem vai ao show acaba “balançando” mesmo. ”
Tiziu do Araripe com Fubá de Taperoá
“Tiziu do Araripe é um desses músicos polivalentes, daqueles que a música faz parte da alma, pois além do vozeirão lindo e potente que tem, é exímio zabumbeiro, triânguleiro, pandeirista e ainda arranha bem na sanfona. Tiziu fez parte de vários trios da história do forró e hoje caminha em carreira solo. Neste show terá a participação especial de Fubá de Taperoá, que é o pandeirista de Dominguinhos, além de um dos principais intérpretes de Jackson do Pandeiro.”
“O Trio Dona Zefa é composto pelo ótimo e jovem sanfoneiro Tom Silva, o inspirado zabumbeiro Murilo Ramalho e o talentoso vocalista e triânguleiro Danilo Ramalho é um dos maiores sucessos da recente cena de forró de São Paulo e de todo sudeste, embora já tenha conquistado corações nordestinos e boa parte de forrozeiros europeus, pois é sucesso em vários países por lá. O Trio conseguiu algo inusitado, ser trio, como vários outros, mas com uma cadência tão própria que acaba se destacando, em especial pelo repertório, a malemolência e as brincadeiras do seu vocalista. Para quem quer forró tradicional feito por músicos jovens.”
“O Trio Sabiá faz parte da recente história do forró, seu sanfoneiro, Tio Joca é irmão de Pedro Sertanejo, que foi quem fez o primeiro forró da cidade na década de 50. Tio Joca passou por alguma formações com seu Sabiá até chegar na atual que tem o excelente zabumbeiro pernambucano Zito e o cantor e triânguleiro Aluizio Cruz, considerado por muitos como um dos timbres mais bonitos da atual cena de forró no sudeste. O Trio, com quase trinta anos de existência, possui um repertório vastíssimo que abrange tantos os clássicos do ritmo, quanto sucessos gravados por eles mesmos.”
“O Ó do Forró é mais uma das jovens revelações do ritmo no sudeste. Com pouco tempo de estrada, os meninos da banda já arrebatam fãs por onde passaram. Além da simpatia e carisma dos seus componentes, Sivaldo (vocal e triângulo), Adam Oliveira (Zabumba), Alvinho (sanfona) e Jorginho (cavaquinho), o trio conseguiu dar uma roupagem nova a clássicos do forró e também lançar excelentes musicas próprias que, mesmo sem CD, já são cantadas por uma legião de fãs que os acompanham. Para quem quer forró tradicional com arranjos diferentes.”
O destaque desse trio formado por dois pernambucanos Roberto, mais conhecido como Guluga (zabumbeiro) e o Rone (triânguleiro) e o paulista Filpo (rabeca e viola) é justamente a sonoridade que sai deste último, pois ao invés de sanfona o trio se apresenta com a harmonia de rabeca e por vezes viola, mostrando-se assim completamente diferentes dos trios tradicionais que usam o acordeom. O repertório também muda bastante, pois além de forrós, xotes, xaxados e arrastapés o grupo traz cirandas, cocos e maracatus.
Com idas e vindas, Os 4 Mensageiros voltaram no final do ano passado com praticamente a mesma formação original, com apenas a mudança do zabumbeiro Preto, importado diretamente de Caruaru, um dos berços do forró. E é justamente este zabumbeiro que turbinou a “levada” dos baiões e forrós da banda, mantendo os xotes melados e bons de dançar. O quarteto conta ainda com o Triâgleiro Zezinho, o único sanfoneiro de origem oriental do palco do forró na Virada que é o Japinha e ainda o cantor Piaba!
O Trio Xamego é mais um dos que tem muita história no ritmo. O destaque do trio é, sem dúvida, o seu lendário zabumbeiro e vocalista Dió de Araujo, que acompanhou ninguém menos que Dominguinhos por anos e tem um carisma hipnotizador no palco. Dió abusa das belas canções no show, sobretudo nos lindos xotes que canta com sua voz peculiar.
As únicas representantes femininas do palco do forró na Virada Cultural, o trio Sinhá Flor, é um deleite para os ouvidos. Formado por duas mineiras, Simara (sanfona e voz) e Carol (triângulo e voz), e a paulista Talita (Zabumba e voz), elas usam e abusam dos seus vocais afinadíssimos e sempre muito bonitos. Estudantes de música e amantes do forró, o trio já ganhou um dos principais festivais de forró do país, apostando justamente nos vocais e arranjos criativos e delicados. Para quem quer forró mais sofisticado.
Lino de França não tem a música como sua principal atividade, mas quando o faz é impossível não lembrar do grande Luiz Gonzaga, sobretudo no início de carreira quando tinha o timbre de voz um pouco mais agudo. E é exatamente pela semelhança na voz e pela paixão pela obra de Gonzaga que Lino de França se tornou um dos principais intérpretes do sudeste do Rei do Baião. A grande diferença de Lino é que não se contenta com os grandes clássicos, mas também interpreta músicas menos conhecidas com sua sanfona, sempre devidamente trajado e acompanhado, para relembrar bonito o maior nome do forró.
Os piracicabanos do Dona Zaíra começaram no caipira, mas bem rápido se apaixonaram por forró e se assumiram como uma banda do ritmo. Foram tão bem que vem conseguindo arrancar elogios diversos, seja no sudeste ou no nordeste, onde fizeram excursões recentemente. O grupo formado por zabumba, triângulo e sanfona, ganha o peso e o acompanhamento muito bem colocado de cavaco e baixo. Os  arranjos tem sido um destaque do grupo, tanto que no mais recente trabalho tiveram as participações especialíssimas de ninguém menos de Hemeto Pacoal e Dominguinhos. Pra quem quer um forró um pouco mais sofisticado.
O Trio Virgulino, um dos mais carismáticos e tradicionais trios do sudeste, é formado por três pernambucanos e são diretamente responsáveis pelo estouro do forró no inicio dos anos 2000 e do chamado “forró universitário”. Quando poucos queriam saber do ritmo, o trio formado por Enoque Virgulino (sanfona), Roberto Pinheiro (zabumba) e Adelmo Nascimento (triângulo) passou a tocar nas universidades e depois no bairro de Pinheiros em São Paulo, passando a influenciar toda uma geração com o ritmo. Já acompanharam diversos nomes importantes da MPB , inclusive servindo de base para a Elba Ramalho em festejos juninos. Atenção para a alegria e versatilidade das apresentações! Para quem quer forró tradicional com variações criativas.
Outra revelação do forró do sudeste, o cantor e zabumbeiro Diego Oliveira é dono de uma linda voz além de um suíngue delicioso na zabumba. Apoiado nisso, ele abusa dos xotes apaixonados e baiões com cadência bem marcada para dançar juntinho. Recentemente fez várias turnês pela Europa, sendo um dos principais divulgadores do ritmo no velho continente. Para quem quer forró tradicional com uma levada mais tranquila.
Serviço
Dia 18
18h Trio Juazeiro
19h45 Trio Alvorada c/ Rouxinol Paraibano
21h30 Tiziu do Araripe com Fubá de Taperoá
23h15 Diego Oliveira
Dia 19
01h Trio Sabiá
02h45 Ó do Forró
04h30 Dona Zaíra
06h15 Os 4 Mensageiros
08h Trio Xamego
09h45 Sinha Flor
11h30 Lino de França
13h15 Pé de Mulambo
15h Trio Virgulino
16h45 Trio Dona Zefa

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