Festival do Livro e da Literatura de São Miguel

Fotos e reportagem de Vitor Santos

O que perdeu espaço na vida dos jovens não é o hábito de ler, mas a leitura formal que os livros oferecem.
Aptidões perdidas. Para os educadores, a falta de interesse pela leitura formal pode levar à perda da habilidade de se concentrar quando necessário. "O jovem não consegue mais ler um texto inteiro. Ele não cria essa habilidade porque não precisa mais dela", explica Teresa Ferreira, psicopedagoga da Unifesp.

Precisamos de um programa de alfabetização continuada, incluindo a formação imediata do hábito de ler
O exercício da leitura representa um papel essencial, para a formação de um povo. Não existe país desenvolvido que não seja um país de leitores, de pessoas que desde os primeiros anos da infância adquiriram o gosto de ler. Como disse Darcy Ribeiro, o livro foi a maior invenção da história e a base de todas as outras conquistas da civilização.

Especialistas em educação e tecnologia discordam da ideia de que o jovem de hoje lê menos. Ao contrário: afirmam que os adolescentes nunca leram tanto. A diferença é que, agora, não são só os livros que são "lidos", mas vídeos, sites, SMS, e-mails, etc...

Brincar é, muitas vezes, desvalorizado em relação a outras atividades, consideradas mais produtivas. A brincadeira acaba ocupando o tempo da espera, do intervalo. Valorizar a brincadeira não é apenas permiti-la, é suscitá-la.
Ao observarmos atentamente o modo como as diferentes crianças brincam, é possível perceber que os usos que fazem dos brinquedos e a forma de organizá-los estão relacionados com seus contextos de vida e expressam visões de mundo particulares


"O adolescente lê e escreve muito, comunica-se muito mais por escrito. As gerações anteriores liam só os livros da escola. Os jovens de hoje não: estão sempre se informando dentro dessa vida social digitalizada", diz Rosa Maria Farah, coordenadora do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da PUC-SP"

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