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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Subprefeitura promete tirar entulho do Jd. Romano


Subprefeitura promete tirar entulho do Jd. Romano
Subprefeito disse anteontem que não recolheria material para evitar novas invasões; mais 3 casas de área alagada foram derrubadas ontem
Ana Bizzotto

Um dia após o subprefeito de São Miguel Paulista, Milton Roberto Persoli, afirmar que o entulho das casas demolidas no Jardim Romano seria mantido nos terrenos para evitar reocupação, a subprefeitura garantiu que o material começou a ser recolhido ontem. Outras três casas foram demolidas no bairro da zona leste, alagado há mais de 20 dias - ao todo já são 39 residências derrubadas. Outros seis bairros também continuam alagados na região, onde voltou a chover forte. Segundo a subprefeitura, 30 caminhões trabalham no bairro para retirar o entulho e também o lixo e os móveis descartados pelos moradores por causa dos estragos provocados pela chuva. O trabalho estaria sendo feito nas ruas onde os caminhões conseguem entrar e o entulho, levado ao Ecoponto Carlito Maia, em São Miguel. Morador da Rua João Batista Rabelo, onde algumas casas foram derrubadas, o professor Joatan dos Santos acompanhou ontem o trabalho de demolição e não viu nenhum movimento de retirada do entulho. "Onde eles derrubaram está o entulho, não tiraram nada. O mesmo trator que derruba poderia ajudar a recolher o entulho, mas não vi isso sendo feito", afirma Santos. Para Raimundo Brito, presidente da Associação de Moradores da Vila Aimoré, bairro também alagado, a manutenção do entulho não impede a reocupação das áreas. "Pelo contrário, o resto de material acaba se tornando matéria-prima para erguer novas casas. Não há seletividade para esse tipo de construção. O pessoal constrói com o que está disponível", avalia Brito. "O que facilita a reocupação é a falta de fiscalização. Acho dificílimo que seja feita uma vigilância específica para isso. O Estado não tem aparato suficiente e os barracos são construídos da noite para o dia. Tenho certeza de que a reocupação vai ocorrer", diz Brito.A secretaria de Coordenação das Subprefeituras informou que o convênio firmado entre a Prefeitura de São Paulo e a Polícia Militar prevê o monitoramento das áreas de risco, onde as casas foram demolidas, por 110 policiais. Mas, por enquanto, esse trabalho específico não começou e apenas o policiamento de rotina é feito no local. CHUVASA zona leste foi uma das quatro áreas que entraram em estado de atenção na tarde de ontem, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências - as regiões sul, sudeste e a Marginal Pinheiros também ficaram sob atenção. A chuva atingiu principalmente os bairros Campo Limpo, Santo Amaro, Jabaquara, São Mateus, Vila Prudente, Itaquera, Aricanduva, e Vila Formosa. Na Grande São Paulo, choveu com forte intensidade entre Juquitiba, São Lorenço da Serra, Itapecerica da Serra, ABC e Mauá.Segundo o Climatempo, a previsão para hoje é de pancadas de chuva durante todo o dia na cidade de São Paulo.


Jornal O Estado de S. Paulo de 31 de dezembro de 2009

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Moradores do Jardim Romano começam ano de casa nova

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Chuva complica a vida de moradores no extremo leste da capital

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1183076-7823-CHUVA+COMPLICA+A+VIDA+DE+MORADORES+NO+EXTREMO+LESTE+DA+CAPITAL,00.html

Prefeitura demoliu 36 casas do Jardim Romano, mas não recolheu material; intenção é evitar novas invasões



Flagelados agora convivem com entulho
Prefeitura demoliu 36 casas do Jardim Romano, mas não recolheu material; intenção é evitar novas invasões
Ana Bizzotto


Mais 13 casas do alagado Jardim Romano foram removidas ontem pela Defesa Civil. Outras 23 residências já haviam sido derrubadas e novas demolições estão programadas para hoje na área mais castigada pelas chuvas que atingiram o Distrito Jardim Helena, na zona leste de São Paulo. As montanhas de entulho foram deixadas nos terrenos, margeados pelo Rio Tietê. Segundo o subprefeito de São Miguel Paulista, Milton Persoli, a manutenção do entulho nas áreas é uma "estratégia inicial, para evitar" a reocupação. "Se o terreno estiver limpo, a probabilidade de ter novas invasões é muito grande. Já vi construírem casas de alvenaria em dois dias", disse.Persoli admitiu que a medida "pode até contribuir" para o assoreamento do rio, "mas em uma quantidade pequena". "Vamos avaliar se manteremos essa estratégia, porque quando o ritmo de demolições aumentar, isso pode se tornar um problema", afirmou o subprefeito. Reportagem do Estado publicada no dia 6 deste mês mostrou, porém, o impacto desse tipo de entulho para o assoreamento dos rios. Pelo menos 364,7 mil toneladas de areia e lixo estão acumuladas em 70 grandes rios, córregos e galerias que deságuam no Tietê.O subprefeito explicou que um convênio foi firmado entre a Prefeitura e a Polícia Militar para evitar novas construções. "Depois que a PM ocupar a área e manter a vigilância sobre o local, o entulho será retirado." O técnico da Defesa Civil Wilson Silva acompanhou as demolições e explicou que as casas derrubadas estão na Área de Proteção Ambiental (APA)Várzea do Alto Tietê. "Futuramente, a retirada dessas casas contribuirá para aumentar a drenagem da água, mas isso não ocorrerá de imediato."Uma das casas demolidas ontem foi comprada há um ano pela empregada doméstica Eliane Damasio Raimundo, de 38 anos, e o marido. Eles pagaram R$ 12 mil, com prestações agendadas até o fim de 2010. "Estou muito triste. Foi um sufoco para comprar", desabafa.Desde o dia 8, quando as chuvas alagaram a região, ela se mudou com o marido e os quatro filhos para uma casa alugada no bairro. O aluguel custa R$ 400, valor superior ao do auxílio de R$ 300 da Prefeitura. Para minimizar o prejuízo, a família inteira se mobilizou, de marretas em punho, para retirar partes da casa antes da demolição. "Tiramos a janela, parte do telhado, tudo o que dava para aproveitar", relatou Eliane.MUDANÇAOutros seis bairros continuam alagados. Segundo a Secretaria Municipal de Habitação, cem famílias estão em conjuntos da CDHU. O emplacador Cláudio dos Santos, de 31 anos, que também trabalhava na retirada do material útil de sua casa, já está em um dos apartamentos. "É um prejuízo muito grande." Outras 180 famílias devem se mudar nesta semana e mais 60 apartamentos ficarão prontos até janeiro.M


O Estado de S. Paulo de 30 de dezembro de 2009

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Prefeitura de São Paulo anuncia construção de conjuntos habitacionais

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1182817-7823-PREFEITURA+DE+SAO+PAULO+ANUNCIA+CONSTRUCAO+DE+CONJUNTOS+HABITACIONAIS,00.html

Prefeitura anuncia construção de apartamentos para vítimas das enchentes na Zona Leste

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1182551-7823-PREFEITURA+ANUNCIA+CONSTRUCAO+DE+APARTAMENTOS+PARA+VITIMAS+DAS+ENCHENTES+NA+ZONA+LESTE,00.html

ALINE SANTOS É Jornalista, Terapeuta Holística, Taróloga, Cabalista, Professora, Escritora, Palestrante, e atende nas áreas de Florais de Bach, Fitote

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1182348-7823-RUAS+ESTAO+NOVAMENTE+ALAGADAS+NO+JARDIM+ROMANO+ZONA+LESTE+DE+SAO+PAULO,00.html

Prefeitura anuncia construção de conjuntos habitacionais para moradores do Jardim Romano

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1182713-7823-PREFEITURA+ANUNCIA+CONSTRUCAO+DE+CONJUNTOS+HABITACIONAIS+PARA+MORADORES+DO+JARDIM+ROMANO,00.html

Sem solução para Jardim Romano, Prefeitura conta apenas com remoção

Sem solução para Jardim Romano, Prefeitura conta apenas com remoção
Bairro tem os piores alagamentos desde o dia 8 e inexistem alternativas viáveis para até o fim do verão
Renato Machado e Rodrigo Brancatelli

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) anunciou ontem a criação de 3.265 moradias populares para moradores de áreas de risco na Várzea do Tietê, zona leste de São Paulo. Nove áreas serão desapropriadas nos bairros da Penha, Itaquera, Guaianases e Itaim Paulista, com uma área total de 142 mil m² e custo de cerca de R$ 300 milhões. Para os moradores do Jardim Romano, no entanto, as boas notícias só são dadas com o verbo no futuro. No presente, a região voltou à estaca zero - ontem, o bairro sofreu com os piores alagamentos desde as chuvas do dia 8. E técnicos da Prefeitura afirmam que não há soluções emergenciais para o Jardim Romano até o fim dos temporais de verão."Remover os moradores das áreas de risco é a solução definitiva para a região. Enquanto isso, vamos intensificar a limpeza dos bueiros e das galerias. Mas não há nada que se possa fazer para que o bairro não alague mais", diz o subprefeito de São Miguel, Milton Persoli.A região voltou a sofrer com os alagamentos em decorrência das fortes chuvas de domingo. Após menos de uma semana de trégua (e seca), as ruas do Jardim Romano se tornaram mais uma vez uma lagoa, transitáveis apenas de bote. Como no primeiro alagamento, não é possível utilizar agora caminhões com bombas, porque a água das ruas está no mesmo nível do rio e o solo encharcado não absorveria o excesso. Para evitar que o Tietê continuem invadindo o Jardim Romano, a Prefeitura chegou a considerar a construção de um dique ou uma mega bomba de R$ 150 milhões. Outras propostas, como erguer o nível de ruas que atualmente estão abaixo do rio, como a Capachós, também estão sendo avaliadas. No entanto, todas apresentam entraves técnicos. A única saída para o bairro, segundo a Prefeitura, será a remoção de até 3 mil famílias e de todo o entulho nas margens do rio para a implantação de um parque linear, que vai atenuar o efeito das chuvas. O processo deve começar em março - até lá, as enchentes vão continuar."Quase todas as 340 unidades da CDHU já foram ocupadas pelas famílias que estavam em situação emergencial, e iremos fazer a partir de amanhã (hoje) o cadastro porta a porta de todas as famílias que estão na área de risco", diz Elisabete França, superintendente de Habitação Popular da Secretaria de Habitação. "Essas famílias receberão uma verba de auxílio-moradia durante todo o tempo que demorar até a construção dos apartamentos."Enquanto o auxílio não chega, as famílias das áreas mais afetadas se acostumam com uma rotina de entra e sai no abrigo montado provisoriamente em uma escola pública. Ontem, foi a terceira vez que Cristina de Souza da Silva, mãe de sete filhos, levou finos colchonetes para lá para passar a noite. "Não aguento mais esse medo, não aguento mais ver a água entrando pela porta de casa", diz. "Precisamos de uma solução rápida. Quero ficar na minha casa, lógico, mas ainda prefiro vir aqui para o abrigo, porque pelo menos consigo dormir.

"CRONOLOGIA

11 de dezembro
Para a Subprefeitura de São Miguel Paulista, "não há o quefazer", a não ser esperar a água escoar. Famílias recebem colchões e roupas

12 de dezembro
O governo do Estado diz que parte do bairro será desapropriada para dar lugar ao Parque Várzeas do Tietê, cujo início das obras está previsto para março de 2010.Mas não informa prazo exato

14 de dezembro
Kassab promete remover de 3,5 mil a 7 mil famílias até ofim de janeiro

15 de dezembro
A Prefeitura estuda como tirar a água do bairro. Kassab diz que será feita uma drenagem, "muito possivelmente" com bombas

16 de dezembro
Kassab e técnicos da Prefeitura e do governo do Estado se reúnem e concluem que não é possível bombear a água

17 de dezembro
A Prefeitura começa a cadastrar as famílias. Moradores receberão R$ 300 por mês para sair do bairro. Mas só uma pessoa é retirada do Jardim Romano

20 de dezembro
Prefeitura e o Daee escoam a água com auxílio de caminhões

22 de dezembro
Prefeitura começa a demolição de algumas casas

25 de dezembro
Com nova chuva, Jardim Romano alaga novamente; único caminhão da Prefeitura com bomba de sucção quebra

26 de dezembro
O prefeito afirma que mais de 600 famílias já foram cadastradas para deixar a área; 23 imóveis haviam sido demolidos

Jornal O Estado de S. Paulo de 29 de dezembro de 2009

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Prefeitura anuncia construção de apartamentos para vítimas das enchentes na Zona Leste

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1182551-7823-PREFEITURA+ANUNCIA+CONSTRUCAO+DE+APARTAMENTOS+PARA+VITIMAS+DAS+ENCHENTES+NA+ZONA+LESTE,00.html

Ruas estão novamente alagadas no Jardim Romano, Zona Leste de São Paulo

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1182348-7823-RUAS+ESTAO+NOVAMENTE+ALAGADAS+NO+JARDIM+ROMANO+ZONA+LESTE+DE+SAO+PAULO,00.html

Maior volume de chuva se concentra na Zona Leste de São Paulo

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1182354-7823-MAIOR+VOLUME+DE+CHUVA+SE+CONCENTRA+NA+ZONA+LESTE+DE+SAO+PAULO,00.html

Chuva volta a atingir São Paulo

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1182223-7823-CHUVA+VOLTA+A+ATINGIR+SAO+PAULO,00.html

Chuva causa nova inundação no Jardim Pantanal, na zona leste de São Paulo

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1182213-7823-CHUVA+CAUSA+NOVA+INUNDACAO+NO+JARDIM+PANTANAL+NA+ZONA+LESTE+DE+SAO+PAULO,00.html

domingo, 27 de dezembro de 2009

NATAL NO JARDIM ROMANO


No Jardim Romano, famílias fazem churrasco na rua durante o Natal Foto: Valéria Gonçalvez/AE




Crianças atravessam córrego cheio no Jardim Romano. Foto: Valéria Gonçalvez/AE






Moradora do Jardim Romano observa quintal de sua casa alagado. Foto: Valéria Gonçalvez/AE







Rua Capaxós, no Jardim Romano, alagada desde temporais do início de dezembro. Foto: Valéria Gonçalvez/AE






Criança atravessa parte alagada de rua no Jardim Romano. Foto: Valéria Gonçalvez/AE




Crianças brincam com pedras às margens de rio no Jardim Romano. Foto: Valéria Gonçalvez/AE





Jornal O Estado de S. Paulo de 26 de dezembro de 2009

Prefeito Kassab faz visita aos moradores do Jardim Romano

Tiago Queiroz/AE

Prefeito Kassab faz visita aos moradores do Jardim Romano
Após alagamento no Natal, 100 famílias recebem auxílio-aluguel e outras 160 estão em unidades do CDHU
Julia Baptista, do estadao.com.br


Prefeito anda pelas ruas do bairro após alagamento

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e o vice-governador do estado, Alberto Goldman, fizeram uma visita ao Jardim Romano, na zonal leste, para vistoriar o sistema de bombeamento e drenagem da água, no início da tarde de hoje.

Kassab e Goldman também foram até o local onde foram demolidas 23 casas ontem. Segundo a prefeitura, 100 famílias estão recebendo auxílio-aluguel e 160 foram encaminhadas para unidades do Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano(CDHU).

O bairro permaneceu alagado mesmo depois de dias após as fortes chuvas que atingiram a capital. A bomba que faz a sucção da água acumulada quebrou na manhã da quinta-feira, 25, prejudicando ainda mais a vida dos moradores
Após alagamento no Natal, 100 famílias recebem auxílio-aluguel e outras 160 estão em unidades do CDHU
Julia Baptista, do estadao.com.br
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Tiago Queiroz/AE
Prefeito anda pelas ruas do bairro após alagamentoSÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e o vice-governador do estado, Alberto Goldman, fizeram uma visita ao Jardim Romano, na zonal leste, para vistoriar o sistema de bombeamento e drenagem da água, no início da tarde de hoje.

Veja imagens do Natal no Jardim Romano

Kassab e Goldman também foram até o local onde foram demolidas 23 casas ontem. Segundo a prefeitura, 100 famílias estão recebendo auxílio-aluguel e 160 foram encaminhadas para unidades do Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano(CDHU).

O bairro permaneceu alagado mesmo depois de dias após as fortes chuvas que atingiram a capital. A bomba que faz a sucção da água acumulada quebrou na manhã da quinta-feira, 25, prejudicando ainda mais a vida dos moradores


O Estado de São Paulo de 26 de dezembro de 2009

sábado, 26 de dezembro de 2009

Água da chuva volta a invadir ruas do Jardim Romano

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1181624-7823-AGUA+DA+CHUVA+VOLTA+A+INVADIR+RUAS+DO+JARDIM+ROMANO,00.html

Incêndio destrói loja de eletrodomésticos em São Miguel Paulista

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1181773-7823-INCENDIO+DESTROI+LOJA+DE+ELETRODOMESTICOS+EM+SAO+MIGUEL+PAULISTA,00.html

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Água da chuva volta a invadir ruas do Jardim Romano

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Moradores do Jardim Romano voltam a temer enchentes

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

MILHARES DE PAULISTANOS VÃO ÁS COMPRAS EM SÃO MIGUEL PAULISTA

Comércio popular na Zona Leste de SP fica lotado às vésperas do Natal
Milhares de paulistanos foram às compras no calçadão de São Miguel Paulista, na Zona Leste da capital paulista. Com 1.300 lojas, o local é terceiro maior polo de compras da cidade.

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1180223-7823-COMERCIO+POPULAR+NA+ZONA+LESTE+DE+SP+FICA+LOTADO+AS+VESPERAS+DO+NATAL,00.html



NOTA DA REDAÇÃO:

"SÃO MIGUEL PAULISTA VOLTA A SER DESTAQUE NO SPTV", desta vez para demosntrar que a Associação Comercial de São Miguel Paulista representada pelo seu Diretor Superintedente Antonio Abrão M. Assem e pelos lojistas que tem trabalhado pelo crescimento e fortalecimento do comércio no bairro.

Merecem também destaque os empresarios Aurélio Umberto de Andrade da BPN Racing Motors e Reinaldo Paschoal da Fiorelli Veículos

espaço reservado

espaço reservado

Gilberto Kassab visita Jardim Romano

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1180554-7823-GILBERTO+KASSAB+VISITA+JARDIM+ROMANO,00.html

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Água suja finalmente baixa no Jardim Romano

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1180020-7823-AGUA+SUJA+FINALMENTE+BAIXA+NO+JARDIM+ROMANO,00.html

Carros que ficaram submersos na enchente de Jardim Romano ficam destruídos

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1180039-7823-CARROS+QUE+FICARAM+SUBMERSOS+NA+ENCHENTE+DE+JARDIM+ROMANO+FICAM+DESTRUIDOS,00.html

Água suja pode ter causado a proliferação de doenças no Jardim Pantanal

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1179894-7823-AGUA+SUJA+PODE+TER+CAUSADO+A+PROLIFERACAO+DE+DOENCAS+NO+JARDIM+PANTANAL,00.html

Prefeitura termina de drenar a água no Jardim Pantanal

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1179868-7823-PREFEITURA+TERMINA+DE+DRENAR+A+AGUA+NO+JARDIM+PANTANAL,00.html

Após duas semanas, água é drenada na Zona Leste de SP

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1179724-7823-APOS+DUAS+SEMANAS+AGUA+E+DRENADA+NA+ZONA+LESTE+DE+SP,00.html

Prefeitura conclui retirada da água em uma das vias do Jardim Romano

Depois de escoamento, rua inundada tem lixo e lama
Prefeitura conclui retirada da água em uma das vias do Jardim Romano mais atingidas pela enchente; moradores cadastrados em programa habitacional começam a ser transferidos
Renato Machado

Após duas semanas de inundações na zona leste de São Paulo, as equipes do governo do Estado e da Prefeitura concluíram no fim da tarde de ontem o escoamento da água que estava represada na Rua Capachós, no Jardim Romano. A via foi uma das mais atingidas pelas enchentes do início do mês e permaneceu encoberta, com água atingindo o nível das janelas de automóveis. No lugar da água, resta muita lama e todo o tipo de lixo - o dia foi de limpeza e de contar prejuízos.Ontem, as equipes continuaram utilizando caminhões sugadores (conhecidos como "chupão") para absorver a água represada. Nesse trabalho, parte da sujeira acabou caindo no Rio Tietê, que fica ao lado. Nas ruas ficaram caixas, alimentos, tênis, botas, garrafas, madeira e muito lodo e restos do esgoto."Não começamos hoje a limpar as ruas porque já estava tarde e ainda há carros nas vias, portanto não seria possível passar com os tratores. Mas já usamos jatos de água para tentar desobstruir as galerias pluviais e vamos concluir o trabalho amanhã para irmos para outro ponto", diz o subprefeito de São Miguel Paulista, Milton Persoli.Muitos moradores passaram o dia ontem com vassouras e rodos, removendo o lodo das casas. Nas portas, foram colocados armários, geladeiras e outros bens que a água da enchente estragou. Também ontem os donos dos três carros que estavam estacionados na Rua Capachós, e por isso ficaram embaixo d"água, começaram a mensurar os prejuízos."Só agora estou conseguindo ver por completo meus dois carros", diz João Paulo Dutra, de 53 anos. Para complementar a renda obtida com sua bonbonnière, ele compra e revende automóveis. No momento, estava com quatro. "Devo ter uns R$ 10 mil de prejuízo com os dois que estavam na rua. Queria abrir para ver como estão só depois do Natal, para não estragar as comemorações. Mas é melhor ir lá antes."A cerca de dez metros, um outro dono de uma bonbonnière, Antônio Carlos do Nascimento, de 49 anos, deixava aberto o seu Passat ano 1979 para tentar secar os bancos e o motor. "Fazia duas semanas que eu aparecia na porta (do comércio) e via ele com água até a altura dos vidros." Há dois anos, Nascimento pagou R$ 2 mil no carro. "Espero que o conserto saia por menos ou vou ter de jogar fora e juntar dinheiro para comprar outro."Além da limpeza das ruas, a Subprefeitura de São Miguel programou para hoje uma operação cata-bagulho para retirar o material que foi colocado pelos moradores nas portas das casas. Também será feita uma limpeza nos bueiros e nas galerias pluviais, uma vez que muitas estavam obstruídas.As equipes tentam buscar formas de isolar algumas vias, para que, em caso de novas chuvas fortes, seja possível utilizar bombas e caminhões sugadores para remover a água. "A partir de janeiro, vamos nos reunir e estudar outras medidas para que as chuvas não provoquem alagamentos como esse", diz o subprefeito.MUDANÇAO escoamento da água também possibilitou que os caminhões de mudança de pessoas cadastradas no programa habitacional para as obras do Parque Linear Várzea do Tietê entrassem no bairro. Segundo a Prefeitura, entre sábado e ontem, 28 famílias se mudaram para o prédio residencial da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) de Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo."Vou aproveitar para mudar hoje para não me incomodar tanto no Natal", diz a operadora de telemarketing Luciana Santos, de 23 anos, que foi com o marido e três filhos. "Nem cheguei a ver onde vou morar. As visitas foram na sexta e no sábado e eu estava trabalhando. Meu marido viu. Só sei que é longe de tudo e não tem escolas perto." Ontem, 95 famílias do Jardim Romano foram cadastradas, totalizando 567.

Jornal O Estado de São Paulo de 22 de dezembro de 2009

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Criança morre com suspeita de leptospirose em SP

http://videos.r7.com/crianca-morre-com-suspeita-de-leptospirose-em-sp/idmedia/a7fa856d3c8209aa25de45ac8d242716.html

Equipe de reportagem se muda para bairro alagado na zona leste de SP

http://videos.r7.com/equipe-de-reportagem-se-muda-para-bairro-alagado-na-zona-leste-de-sp/idmedia/ffa7c08345b50077cc9887ed81a5a8bd.html

Menino morre com suspeita de leptospirose no Jardim Romano

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1179438-7823-MENINO+MORRE+COM+SUSPEITA+DE+LEPTOSPIROSE+NO+JARDIM+ROMANO,00.html

Comportas fechadas na barragem da Penha para proteger a marginal ajudaram a alagar a zona leste

A opção paulista de inundar os pobres

Por Ernesto CameloDa UOL Notícias

Comportas fechadas na barragem da Penha para proteger a marginal ajudaram a alagar a zona leste de SP

Fabiana UchinakaAs seis comportas da barragem da Penha, na zona leste de São Paulo, foram completamente fechadas às 2h50 do dia 8 de dezembro, dia em que a cidade enfrentou fortes temporais e viu diversos pontos alagarem como há muito tempo não se via. Somente dois dias depois, às 17h20, todas as comportas foram abertas. Os dados, fornecidos pelo engenheiro responsável pela barragem, João Sérgio, indicam que houve uma clara escolha da empresa responsável: alagar os bairros pobres da zona leste para evitar o alagamento das marginais e do Cebolão, conjunto de obras que fica no encontro dos rios Tietê e Pinheiros.“Mesmo fechando as comportas, encheu o [córrego] Aricanduva. Se eu não tivesse fechado aqui, teria alagado as marginais e toda São Paulo”, justificou Sérgio, que explicou que a decisão vem da direção da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia). Ele acrescentou ainda que no dia 9 duas comportas foram abertas às 10h10 e mais duas às 21h.O engenheiro argumenta que cada barragem (são quatro em São Paulo: Móvel, Penha, Mogi das Cruzes, Ponte Nova) é responsável apenas por administrar o fluxo de água do local e não sabe o que acontece nos outros pontos, porque não há comunicação. Mas ele acredita que as comportas foram abertas nas barragens de cima, em Mogi, e isso influenciou no alagamento da região da zona leste.“Não recebo informações de outras barragens. As de cima são administradas pela Sabesp e as de baixo pela Emae. Eu só respondo por essa barragem e às ordens da Emae”, disse. “Também acho estranho o nível da água não baixar aqui e não sei por que está indo para os bairros, mas não precisa ser especialista para ver que está assoreado [o rio]“.Ele trabalha há quase 15 anos no local e conta que desde o governo de Orestes Quércia (1987-1991) não são colocadas dragas para desassorear o rio na parte que fica acima da barragem. “O governo tentou colocar de novo, mas a própria Secretaria de Meio Ambiente não deixou, porque não tinha bota-fora [local para despejar a terra retirada]“, afirmou.O desassoreamento do rio daria mais velocidade ao escoamento da água e aumentaria a área de reserva de água perto da barragem, o que impediria o transbordamento para os bairros adjacentes.Para Ronaldo Delfino de Souza, coordenador do Movimento de Urbanização e Legalização do Pantanal, o governo fez uma opção. “Ou alagava a marginal ou matava as pessoas no Pantanal. E matou”, disse. “E ainda bota a culpa nas moradias. O Estado só se preocupa com o escoamento de mercadorias, só pensa em rodovia. Vida humana não importa”.Moradores e deputados estaduais fizeram nesta quarta-feira (17) uma inspeção no local para saber se a abertura das comportas tinha relação com o alagamento no Jardim Romano e no Jardim Pantanal, que já dura nove dias.O movimento, formado por moradores de diversos bairros localizado na várzea do rio Tietê, acusa o governo do Estado e a prefeitura de manterem a água represada além do necessário como forma de obrigar as famílias a deixarem a região, onde será construído o Parque Linear da Várzea do Rio Tietê. Há anos, os moradores resistem em sair dali, porque dizem que o governo não apresenta um projeto habitacional concreto e apenas oferece uma bolsa-aluguel.“Não era para as máquinas estarem trabalhando aqui? Cadê? Não tem um funcionário do governo aqui”, reclamou, apontando para as ilhas que aparecem no meio do rio, logo acima da barragem da Penha. As dragas são vistas somente na parte de baixo da construção.“Os córregos do Pantanal já estavam muito cheios três dias antes da chuva. Como não abriram a barragem sabendo que ia chover?”, perguntou Souza, indignado. “O que a gente viu aqui é que não houve possibilidade de escoamento, porque a água ultrapassou o nível das comportas e não tinha velocidade para descer, não tinha gravidade”, concluiu.Segundo os registros da barragem, no dia 8 a água ficou acima do nível das comportas por 5 a 6 horas. Sérgio explicou que a queda do rio Tietê é de apenas 4% e por isso a vazão demora cerca de 72 horas desde a barragem de Mogi das Cruzes até o centro da cidade — isso sem chuva. “É demorado, sempre foi”, disse.“Imagina o que uma hora de comportas fechadas não faz de estrago lá no Pantanal”, falou Souza, diante dos dados. “Se fecha aqui, a água para de novo, perde velocidade e vai demorar mais 72 horas para descer”, afirmou.Os deputados estaduais que acompanharam a inspeção concordam con a teoria dos moradores. “Foi feita uma escolha e a corda estourou do lado mais fraco”, afirmou o deputado estadual Raul Marcelo (PSOL). “É uma questão grave. A falta de comunicação e de um gerenciamento unificado são prova de uma falta de governância e de um planejamento na administração das barragens, o que levou, em grande parte, ao fato do bairro do Pantanal ter sido alagado”.“Há uma estranha coincidência de que no momento da desocupação há um alagamento desses e ninguém consegue escoar a água. Não havia uma inundação dessas há 15 anos e o nível das águas está subindo mesmo sem chuva. É muito estranho e as autoridades têm que explicar”, completou o deputado estadual Adriano Diogo (PT).

Fonte: http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/12/17/a-opcao-paulista-de-inundar-os-pobres/#more-41848

Menino morre com suspeita de leptospirose em São Paulo

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1179324-7823-MENINO+MORRE+COM+SUSPEITA+DE+LEPTOSPIROSE+EM+SAO+PAULO,00.html

Criança morre com suspeita de leptospirose

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1179304-7823-CRIANCA+MORRE+COM+SUSPEITA+DE+LEPTOSPIROSE,00.html

Em 2 dias, 21 pessoas saem do Jd. Romano

Em 2 dias, 21 pessoas saem do Jd. Romano
Serra visitou pela primeira vez bairro alagado há 12 dias, mas não viu Kassab, que foi pela manhã; número de famílias cadastradas vai a 273
Alline Dauroiz

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), visitou ontem pela primeira vez a região do Jardim Romano, na zona leste, 12 dias depois de a chuva deixar cerca de 10 mil pessoas ilhadas. Às 15h30, Serra chegou de helicóptero, após sobrevoar a área. Ele, porém, não foi à Rua Capachós, que permanece com cerca de 30 centímetros de água. O governador apenas vistoriou a unidade móvel do Poupatempo, inaugurada ontem para atender moradores que perderam documentos."Cheguei na quinta-feira de Copenhague (Dinamarca), onde estava para a Conferência do Clima. Antes de vir aqui, quis me reunir com a Prefeitura, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil para trazer soluções concretas ", explicou. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) esteve no local, mas não encontrou Serra. Pela manhã, Kassab percorreu a Rua Capachós em um caminhão dos bombeiros e acompanhou a operação montada para tentar remover famílias.Entre as "soluções concretas", Serra anunciou que, a partir desta semana e até o fim do ano, mais 240 apartamentos da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) estarão disponíveis na cidade de Itaquaquecetuba, para receber famílias que quiserem deixar a várzea do Rio Tietê. Outros cem apartamentos já haviam sido oferecidos.Até ontem, 273 famílias foram cadastradas pela Secretaria Municipal de Habitação, concordando em deixar o local. Desse total, 30 aceitaram mudar para o conjunto da CDHU: 4 das famílias, totalizando 20 pessoas, fizeram a mudança ontem mesmo. É o caso do oficial de manutenção Armando Palmiro, de 38 anos. "Estou há 11 dias alojado na escola com minha mulher e quatro filhos", diz. "Não quero passar o Natal desse jeito." As outras 243 famílias cadastradas aguardam o auxílio aluguel, de até R$ 300, que será dado por até seis meses.POUPATEMPONo primeiro dia de funcionamento, o posto do Poupatempo prestou 28 atendimentos para retirar certidões; 7 para carteiras de trabalho e 11 para emissão da primeira via de RG de menores. Outras 159 pessoas retiraram senha para emitir segunda via de RG nesta semana. O Poupatempo oferece emissão de RG, carteira de trabalho e certidões. Segundo o subprefeito de São Miguel Paulista, Milton Persoli, amanhã haverá a instalação de um novo posto do Poupatempo na Praça Craveiro do Campo. Três postos da Defesa Civil e vão distribuir cestas básicas e hipoclorito de sódio na Praça Craveiro do Campo, na Estrada Abiacica e na Rua Brás Rocha Cardoso. Haverá atendimento médico para moradores das áreas inundadas. Os moradores que ainda estão em suas casas começaram ontem a se queixar que a água está com cor amarelada, o que fez aumentarem as filas nos postos da Sabesp em busca de cloro. Até agora, a companhia já distribuiu cerca de 19 mil litros do produto. O superintendente da Regional Leste da Sabesp, Dante Ragazzi Pauli, não soube explicar por que a água das torneiras estaria amarelada, mas disse que a Sabesp iria analisar os casos.

O Estado de S. Paulo de 20 de dezembro de 2009

Morre criança de bairro alagado



Morre criança de bairro alagado
Menino de 6 anos foi internado no sábado após sentir febre e dores; médicos suspeitam de leptospirose


Uma criança morreu na tarde de ontem com suspeita de leptospirose na Vila Itaim, um dos bairros alagados há duas semanas na zona leste de São Paulo. Isaac de Souza Lima, de 6 anos, foi internado na noite de sábado no Hospital Santa Marcelina, em Itaquera, após sentir fortes dores no corpo e febre alta. A suspeita foi relatada à família pelos médicos do hospital. A Secretaria Municipal de Saúde confirmou a morte, mas informou que investiga as causas.A leptospirose é uma doença provocada pelo contato com a urina de ratos e é comum em casos de enchentes. Ela pode causar a morte se não for tratada rapidamente e de maneira adequada. Os principais sintomas são febre alta, mal-estar, dor de cabeça, dores musculares, além de vômito e diarreia.Isaac vivia com os pais e dois irmãos na Viela Paulista, uma via de terra próxima ao Rio Tietê, onde são formadas "lagoas" com a água represada. As chuvas do dia 8 obrigaram muitos moradores a deixarem suas casas e se abrigarem na Escola Flávio Augusto Rosa. Quando a água baixou, quase todos voltaram para suas residências, embora ainda ontem houvesse lama e áreas alagadas na região.Familiares contam que, na quinta-feira, ele começou a se queixar de dor no braço e "bolinhas" semelhantes a uma alergia. Na sexta-feira, já com febre e dores, os pais o levaram à Assistência Médica Ambulatorial (AMA) do Jardim Romano. "Os médicos disseram que deveria ser algo que ele comeu e deram alguns remédios", contou a prima Elaine Sales, de 35 anos. "Liberaram ele, assim como fizeram com o meu filho", disse o vizinho Maurício Teixeira de Souza. Seu filho tem 9 anos e, no início da semana, apresentou febre alta e fortes dores de cabeça e no corpo. Ele foi diagnosticado como tendo uma "virose", medicado e passa bem. No sábado, o quadro de saúde de Isaac se agravou e os pais resolveram levá-lo ao Hospital Santa Marcelina, onde foi internado e morreu ontem, às 14 horas.A Secretaria Municipal de Saúde confirmou que há dez casos suspeitos de leptospirose na região do Jardim Romano e bairros vizinhos que estão alagados. Dois casos resultaram em internações, mas os pacientes já tiveram alta. Sobre Isaac, a pasta afirma que será feito um exame de identificação da doença no Serviço de Verificação de Óbitos. A secretaria também informou que os exames de leptospirose são feitos após sete dias de sintomas, pois antes podem dar o resultado de "falso negativo", quando pode haver a doença, embora ela ainda não tenha se manifestado.


Jornal O Estado de São Paulo de 21 de dezembro de 2009

sábado, 19 de dezembro de 2009

Moradores de região alagada em São Paulo serão removidos

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1176097-7823-MORADORES+DE+REGIAO+ALAGADA+EM+SAO+PAULO+SERAO+REMOVIDOS,00.html

Moradores de Jardim Romano começam a deixar o local

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1178969-7823-MORADORES+DE+JARDIM+ROMANO+COMECAM+A+DEIXAR+O+LOCAL,00.html

Subprefeito se desculpa por piada sobre chuva na Zona Leste de SP



Subprefeito se desculpa por piada sobre chuva na Zona Leste de SP
Milton Persoli afirmou que declaração foi infeliz.Ele disse que "já tinha combinado com Papai Noel" sobre chuva.
Do G1, em São Paulo, com informações da Agência Estado


O subprefeito Milton Persoli, de São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo, pediu desculpas nesta quinta-feira (17) por ter dito nesta terça-feira (15) que "já tinha combinado com Papai Noel que não ia chover mais na região". Ele disse que a declaração foi infeliz e que foi dada em um momento de descontração em uma entrevista. "Tenho muito respeito pelas pessoas atingidas pela enchente e não quis em momento algum desrespeitá-las". O subprefeito fez a brincadeira ao ser questionado pelo jornalista Márcio Canuto, durante o SPTV, sobre a possibilidade de novas chuvas atingirem a região, que inclui o bairro Jardim Romano. A região está alagada desde o dia 8 de dezembro e não há solução para a drenagem da água suja das casas e ruas.


Segundo Persoli, ainda não há uma solução técnica para fazer a drenagem na área. "A água não pode ser drenada porque o leito do Rio Tietê e a várzea estão cheios e não há para onde escoar a água. Se mandarmos água, ela volta. Precisamos de uma solução definitiva que está sendo estudada pela USP e o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE)". Persoli explicou ainda que há ruas alagadas em regiões já secas. "Esses são problemas isolados que ainda não sabemos o motivo. A região tem muita ocupação irregular e isso também restringe a vazão da água." A estimativa inicial da subprefeitura é de que 1 mil famílias devem ser cadastradas pela Defesa Civil. Até o início da noite desta quinta, 15 já tinham recebido atendimento e foram encaminhadas.


Globo.com

Governador visita área alagada na Zona Leste de SP

Governador visita área alagada na Zona Leste de SP
José Serra anuncou mais 200 unidades para abrigar famílias.Bairros estão alagados há 12 dias após fortes chuvas.

O governador de São Paulo, José Serra, visitou neste sábado (19) os bairros alagados há 12 dias na Zona Leste de São Paulo. "A gravidade da situação só foi ficando clara ao longo dos dias", afirmou o governador, que anunciou mais 200 unidades habitacionais para os desabrigados, além das 100 já oferecidas. "É muito duro para alguém que tem sua casinha ir embora", afirmou.

O prefeito Gilberto Kassab , que visitou a região no início da tarde deste sábado, disse que embora a água tenha baixado, não há razão para ficar otimista com a situação das famílias. O prefeito afirma que a Prefeitura de São Paulo vai insistir no cadastramento e retirada das famílias. A Secretaria Municipal de Habitação anunciou no final da tarde a mudança de quatro famílias neste sábado.

A Polícia Militar montou bases operacionais e os moradores recebem atendimento médico. Até o início da tarde, 160 famílias fizeram o cadastramento para deixar o bairro. A cheia afeta cerca de 10 mil pessoas.
“A água baixou um pouco de nível, mas isso não serve de motivo para estarmos otimistas. Até porque se chover de novo ela vai subir novamente, porque a área está esgotada. Estamos numa várzea com uma ocupação irregular excessiva e vamos continuar no trabalho de cadastramento das famílias”, afirmou o prefeito. Cem unidades prontas de um conjunto da CDHU em Itaquaquecetuba, cidade da região metropolitana vizinha aos bairros alagados, estão à disposição dos moradores que quiserem entrar no programa habitacional e assumir o programa de financiamento do apartamento. Para os outros a prefeitura oferece o aluguel social, um auxílio de R$ 300 mensais por seis meses. Esse benefício pode ser prorrogado até que o morador esteja instalado nos conjuntos habitacionais que a prefeitura diz que vai construir. Noventa agentes de saúde percorrem as casas para identificar pessoas doentes e orientar os moradores. Um médico e um dentista da Polícia Militar fazem o atendimento na base de operações, montada na quinta-feira. Além disso, a PM instalou quatro bases comunitárias na região e faz rondas para evitar que as casas atingidas pela enchente sejam saqueadas. “Temos aqui um patrulhamento da nossa força tática que está concentrada nesta região. Hoje, excepcionalmente, como vai ser montado um esquema de diversão para as crianças, nós vamos estar com educadores”, explica Antônio Cardoso, coronel da Polícia Militar.

Globo.com

Aumentam os casos de leptospirose no Jardim Pantanal

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1178825-7823-AUMENTAM+OS+CASOS+DE+LEPTOSPIROSE+NO+JARDIM+PANTANAL,00.html

Sem água potável, moradores de bairro alagado convivem com doenças

Sem água potável, moradores de bairro alagado convivem com doenças
MÁRCIO NEVES


Alagada desde o temporal que atingiu São Paulo na última terça-feira (8), a região conhecida como Jardim Romano, na zona leste de São Paulo, sofre com risco de contaminação e falta de água potável. Os moradores seguem contabilizando prejuízos, como mostra o vídeo a seguir.
A área foi construída irregularmente nas margens do rio Tietê e próximo à várias lagoas, segundo a Subprefeitura São Miguel. O moradores contestam a informação, mostrando escrituras e carnês de IPTU.
Segundo a assessoria de imprensa da secretaria de Habitação, dez especialistas estão no local fazendo a vistoria e entrevista com a população, para iniciar o cadastro das famílias (os técnicos estão fazendo o trabalho ao lado do CEU).
A assessoria informa que será oferecida a remoção das famílias da região. Os moradores também vão receber um auxílio aluguel de R$ 300 mensais até que uma moradia definitiva seja disponibilizada.

Jornal A Folha de São Paulo de 18 de dezembro de 2009

Secretaria aponta nove casos suspeitos de leptospirose em áreas alagadas de SP

Secretaria aponta nove casos suspeitos de leptospirose em áreas alagadas de SP

A Secretaria da Saúde do município informou nesta sexta-feira que já foram registrados nove casos suspeitos de leptospirose --doença transmitida pela urina do rato-- na região do Jardim Romano, na zona leste de São Paulo. O local está alagado há dez dias.

De acordo com a secretaria, os casos estão sendo monitorados, mas nenhum havia sido confirmado até a tarde desta sexta-feira. Os principais sintomas da leptospirose são: febre, dor de cabeça, fraqueza, dores no corpo (em especial, na batata da perna) e calafrios.
Já a forma mais grave da doença, segundo a secretaria, inclui qualquer combinação de: icterícia, insuficiência renal, hemorragia (a mais comum pulmonar), miocardite e hipotensão refratária a volume. Essa forma da doença ocorre em apenas 10 ou 15% dos casos.
A pasta destacou que há ainda a preocupação com outras doenças que costumam ser associadas a situações de enchentes e inundações, como a hepatite A, mas destaca que até a tarde de hoje, nenhum caso suspeito foi registrado. Equipes médicas do local foram reforçadas para atender a população da região.
Ontem, um homem de 24 anos morreu após ser atingido por um raio na cidade de Capela do Alto (136 km de São Paulo), elevando para sete o total de mortes causadas pelas chuvas no Estado desde as chuvas de quarta-feira (16).
Na semana passada, as chuvas já tinham causado a morte de outras oito pessoas em São Paulo. Na ocasião, em apenas 24 horas, choveu 77,4 mm (cada milímetro equivale a um litro de água por metro quadrado) --o maior volume registrado desde 1999 pelo CGE (Centro de Gerenciamento de Emergência), da prefeitura, em apenas um dia. Desde o fim de novembro, são 30 mortes.

Jornal A Folha de São Paulo de 18 de dezembro de 2009

Bairro alagado em São Paulo já tem 9 casos suspeitos de leptospirose

Bairro alagado em São Paulo já tem 9 casos suspeitos de leptospirose
Casas encontram-se infestadas de larvas nascidas na água suja e parada e há grande procura nos postos de saúde
Renato Machado e Eduardo Reina

Além dos transtornos provocados pelas ruas alagadas há duas semanas, os moradores da região do Jardim Romano e de bairros vizinhos na zona leste de São Paulo começam a sofrer com as doenças transmitidas pela água, como leptospirose e diarreias. A Secretaria Municipal de Saúde contabilizou pelo menos nove casos suspeitos de leptospirose, transmitida pela urina de ratos. A doença pode ser fatal, caso não seja adequadamente tratada. As sete unidades de saúde da região registram ainda grande demanda de pacientes com diarreia, dor de cabeça, febre e vômitos.A casa da aposentada Rosalina dos Santos, de 63 anos, como muitas outras, está infestada de larvas que nasceram na água suja que inundou o local. "Estou morrendo de medo porque não sei se é dengue ou algo pior. Minha casa e de todos os meus vizinhos estão cercadas por essas coisas", diz Rosalina.O perigo de infecção por doenças transmitidas pela água contaminada "é imediato", de acordo com o infectologista Artur Timerman, do Albert Einstein. "Essa população precisaria de antibióticos para evitar a leptospirose. O correto seria tomar vacina também contra hepatite e febre tifoide."Todos os casos suspeitos de leptospirose são de moradores com dor no corpo, febre alta e mal-estar. As primeiras suspeitas provocaram uma corrida em busca de atendimento e, por isso, a Assistência Médica Ambulatorial (AMA) registrou grande movimento. "Comecei a sentir fortes dores no corpo e febre alta. Fiquei preocupada porque todo mundo só fala nessa leptospirose", diz Alda Rosânia Almeida, de 42 anos. Seu filho teve os mesmos sintomas na madrugada do dia 16. Um exame de sangue foi feito e não apontou nada. "Hoje (ontem) eu vim e não me pediram exame. Só me deram injeções de dramin e dipirona. E me disseram para voltar se continuar os sintomas. Aí não pode ser tarde?"Um segurança da AMA e duas atendentes confirmaram que houve um aumento no movimento. Mesmo assim, a Secretaria de Saúde informou que houve somente 158 atendimentos até as 17 horas de ontem, ante uma média diária de 180.

Jornal O Estado de S. Paulo de 19 de dezembro de 2009

Prefeitura de São Paulo vai retirar moradores de áreas alagadas

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1176094-7823-PREFEITURA+DE+SAO+PAULO+VAI+RETIRAR+MORADORES+DE+AREAS+ALAGADAS,00.html

PM vai ocupar casas em áreas alagadas por chuva em São Paulo

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1178656-7823-PM+VAI+OCUPAR+CASAS+EM+AREAS+ALAGADAS+POR+CHUVA+EM+SAO+PAULO,00.html

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Águas da chuva aumentam risco de doenças

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1178326-7823-AGUAS+DA+CHUVA+AUMENTAM+RISCO+DE+DOENCAS,00.html

Prefeitura começa cadastramento de famílias de áreas alagadas

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1178345-7823-PREFEITURA+COMECA+CADASTRAMENTO+DE+FAMILIAS+DE+AREAS+ALAGADAS,00.html

Águas da chuva aumentam risco de doenças

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1178326-7823-AGUAS+DA+CHUVA+AUMENTAM+RISCO+DE+DOENCAS,00.html

SP: previsão de sexta-feira (18) com mais chuva e ventos fortes

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1178159-7823-SP+PREVISAO+DE+SEXTAFEIRA+COM+MAIS+CHUVA+E+VENTOS+FORTES,00.html

São Paulo volta a sofrer com as enchentes

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1178090-7823-SAO+PAULO+VOLTA+A+SOFRER+COM+AS+ENCHENTES,00.html

Chuva piora situação de bairro alagado em São Paulo

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1177687-7823-CHUVA+PIORA+SITUACAO+DE+BAIRRO+ALAGADO+EM+SAO+PAULO,00.html

Médico sanitarista ensina a limpar a casa depois da enchente

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1177689-7823-MEDICO+SANITARISTA+ENSINA+A+LIMPAR+A+CASA+DEPOIS+DA+ENCHENTE,00.html

São Paulo está em estado de atenção por causa da chuva

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1177930-7823-SAO+PAULO+ESTA+EM+ESTADO+DE+ATENCAO+POR+CAUSA+DA+CHUVA,00.html

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Água volta a subir no Jardim Romano

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1177650-7823-AGUA+VOLTA+A+SUBIR+NO+JARDIM+ROMANO,00.html

BIANCA LEMES BUENO ESTÁ DESAPARECIDA

PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS

"BIANCA LEMES BUENO ESTÁ DESAPARECIDA DESDE DE 6 DE DEZEMBRO DE 2009"

QUALQUER INFORMAÇÃO SOBRE O SEU PARADEIRO ENTRAR EM CONTATO COM:

JOÃO ou MARINALVA, nos telefones (11) 2037-2835 ou (11) 8877-1580

Nota: Até o momento ainda não temos uma foto da Bianca para auxiliar na sua identificação, o jornalista Vitor Santos transcreveu o teor desta informação de um cartaz fixado no prédio da Padaria "Rainha do Rosário" em São Miguel Paulista.

A redação do Blog São Miguel Paulista e o jornalista Vitor Santos se colocam a disposição dos moradores do Bairro para informar e prestar servicos a população.

Após temporal, água volta a subir em bairros alagados na Zona Leste de SP

Após temporal, água volta a subir em bairros alagados na Zona Leste de SP
Área que sofre com alagamento desde dia 8 teve situação agravada. Prefeitura começa cadastramento para retirada de famílias nesta quinta.
Do G1, com informações do Bom Dia São Paulo

Os moradores de bairros da Zona Leste de São Paulo que sofrem com um alagamento desde o dia 8 de dezembro, voltaram a ser castigados pela chuva na quarta-feira (16). Á água, que em alguns locais já havia baixado, voltou a subir e a atrapalhar a vida de quem vive no bairro.

No total, nove bairros foram afetados com os alagamentos. Em alguns locais, a água voltou a chegar até a altura dos joelhos das pessoas, dificultando o trabalho de quem tenta viver em meio ao alagamento e salvar seus pertences. De acordo com a Prefeitura de São Paulo, começa nesta quinta-feira (17) o cadastramento das famílias para identificar quem precisará ser retirado do Jardim Romano. No bairro Ilha das Flores, o prefeito Gilberto Kassab afirmou que algumas famílias já começariam a ser retiradas nesta quinta.

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Ruas alagadas na Zona Leste de SP estão na várzea do Tietê, dizem órgãos

No início desta semana, o prefeito afirmou que a retirada só seria feita no início do ano que vem. As famílias receberão bolsa-aluguel e depois vão ganhar uma nova moradia, de acordo com o que informou o governo. O adiantamento da saída das famílias acontece porque, segundo o prefeito, não há como fazer sucção da água que está represada no local há mais de uma semana. Em visita à área na terça-feira (15), Kassab disse que a prefeitura estudava a possibilidade de usar bombas para retirar a água do local. Segundo a prefeitura, o problema de alagamento ocorre porque muitas casas foram construídas na área de várzea do rio – e quando chove, o nível dele aumenta e inunda a região. Elas precisam ser demolidas para a construção de um parque no local. O parque contará com uma área verde permeável. No total, 7 mil pessoas devem ser removidas da área.

Vistoria
A prefeitura vai fazer uma vistoria nas casas atingidas pela enchente. Depois vai decidir quais moradores não vão precisar pagar o IPTU do ano que vem por terem suas casas alagadas. Antes, era o dono do imóvel que tinha que ir até a subprefeitura da região pedir a isenção. Agora, por causa da situação precária dos bairros, os técnicos é que irão até as casas.

Glono.com

Pode chover de novo em São Paulo

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1177490-7823-PODE+CHOVER+DE+NOVO+EM+SAO+PAULO,00.html

Famílias devem ser transferidas do Jardim Pantanal

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1177481-7823-FAMILIAS+DEVEM+SER+TRANSFERIDAS+DO+JARDIM+PANTANAL,00.html

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Chuva forte volta a atingir o Jardim Pantanal

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1177298-7823-CHUVA+FORTE+VOLTA+A+ATINGIR+O+JARDIM+PANTANAL,00.html

Kassab quer parque na várzea do Tietê

Kassab quer parque na várzea do Tietê
Kassab quer parque na várzea do Tietê.
Agências - 14/12/2009 - 20h31

Helvio Romero/AE
Kassab e a secretária estadual de Saneamento e Energia, Dilma Pena.O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, anunciou na manhã de ontem que entre 3.500 e 7 mil famílias que vivem em bairros da zona leste, nas várzeas do rio Tietê, alagados desde as fortes chuvas de terça-feira passada, terão de ser retiradas de suas casas para a recuperação da área e a construção do Parque Várzeas do Tietê, que, além de área verde, contará também com equipamentos de lazer e de atividades culturais.

Ocorre que os moradores da região resistem a essa ideia. Continuam afetados pelo alagamento o Jardim Romano, Jardim Helena, Chácara Três Meninas e Jardim São Martinho. Segundo o subprefeito de São Miguel, Nilton Persoli, a área de várzea é variável, mas, em alguns pontos, fica a até 500 metros do leito do rio.

Centímetros – De fato, a população do Jardim Romano continua sofrendo com a inundação. Segundo levantamento da Defesa Civil estadual, divulgado ontem, o nível da água baixou apenas poucos centímetros na região. A inundação se estende por uma distância de até seis quarteirões do leito do rio Tietê e alguns moradores continuam convivendo com as consequências do grande volume de águas paradas. Em áreas inundadas, a possibilidade de contaminações está sempre presente.

Abrigos – Em algumas partes desses bairros, onde o nível das águas chegou à cintura das pessoas, moradores foram retirados e abrigados em um colégio estadual. A rua em frente ao Centro Educacional Unificado (CEU) do Jardim Romano está alagada e muitas crianças estão sem aula. O córrego Três Pontes, que corta o bairro, está cheio de lixo e com o nível bem acima do normal.

Desde a última terça-feira, foram efetuadas no local 413 interdições pelas subprefeituras e 892 famílias foram atendidas pelos técnicos da assistência social, recebendo colchões, cobertores e alimentação após os alagamentos.


Helvio Romero/AE
No Jardim Romano, morador improvisa transporte para vencer inundação que já dura uma semana.Esgotos – Desse total, 267 pessoas aceitaram ser encaminhadas para alojamentos ou abrigos.

As demais, 2.500 pessoas, preferiram buscar abrigo em casas de amigos ou de parentes. O alagamento, segundo a Defesa Civil, afetou também as estações elevatórias de esgoto da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) que atendem a região. Com isso, o sistema ainda não está funcionando, espalhando esgoto pelas ruas. Além disso, a enchente ainda prejudica os moradores – que estão sem telefone e com a água na altura da cintura em alguns locais. Para esses moradores, a Prefeitura deveria investir mais em serviços que visem controlar o volume de água do Tietê e na limpeza dos bueiros para evitar as inundações.

D, C, de 15 de dezembro 2009

Prefeitura vai fazer vistoria em casas atingidas por enchente na Zona Leste

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1176984-7823-PREFEITURA+VAI+FAZER+VISTORIA+EM+CASAS+ATINGIDAS+POR+ENCHENTE+NA+ZONA+LESTE,00.html

Prefeitura e Sabesp vão drenar água acumulada no Jardim Romano

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1176803-7823-PREFEITURA+E+SABESP+VAO+DRENAR+AGUA+ACUMULADA+NO+JARDIM+ROMANO,00.html

Prefeito Gilberto Kassab visita Jardim Romano

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1176352-7823-PREFEITO+GILBERTO+KASSAB+VISITA+JARDIM+ROMANO,00.html

Prefeitura de SP anuncia medidas contra alagamentos na Zona Leste

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1176634-7823-PREFEITURA+DE+SP+ANUNCIA+MEDIDAS+CONTRA+ALAGAMENTOS+NA+ZONA+LESTE,00.html

Inundações castigam a zona leste de São Paulo

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1176189-7823-INUNDACOES+CASTIGAM+A+ZONA+LESTE+DE+SAO+PAULO,00.html

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Prefeito Gilberto Kassab visita Jardim Romano

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Moradores de áreas alagadas na Zona Leste não querem deixar suas casas

Foto: Luísa Brito/G1

Moradores de áreas alagadas na Zona Leste não querem deixar suas casas
Eles reclamam que a prefeitura não limpa esgoto da região. Governo quer derrubar imóveis e construir parque linear no local.
Luísa Brito Do G1, em São Paulo

Josimar Souza carrega colchões dados pela prefeitura para pessoas atingidas por alagamento (Foto: Luísa Brito/G1)
Moradores do Jardim Romano, área da Zona Leste da capital paulista que está alagada desde a chuva de terça-feira (8), resistem à ideia de ter de deixar suas casas. Na manhã desta segunda-feira (14), o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM) anunciou que entre 3.500 e 7 mil famílias que vivem em bairros da Zona Leste, nas várzeas do Rio Tietê, terão de ser retiradas de suas casas para a recuperação da área e a construção do Parque Várzeas do Tietê.

Para os moradores, a prefeitura deveria investir em serviços que visem controlar o volume de água do rio e também na limpeza dos bueiros para evitar as inundações. A pensionista Neide Maria de Oliveira Rodrigues, de 56 anos, afirmou que a filha já investiu R$ 15 mil na construção de uma casa em cima do imóvel da mãe e não vai perder o que foi gasto. “Meu nome até entrou no SPC [serviço de proteção ao crédito] por causa das compras de material para a construção, não vou abandonar tudo”, afirmou ela, que disse morar na casa há 14 anos. Neide relatou que não precisou deixar sua casa, pois o imóvel é mais elevado que o nível da rua, mas diariamente tem que caminhar pela área alagada para poder sair.

Morando no mesmo bairro, o autônomo Josimar dos Santos Souza, de 29 anos, também disse preferir permanecer no local. “A prefeitura deveria aumentar o esgoto e fazer a limpeza para não acontecer mais isso”, afirmou ele, que disse viver na Rua Capachós há cinco anos juntamente com a mulher e dois filhos.

Também morador da rua, o vigilante Cristiano Leal Santos, de 34 anos, vive no local desde que nasceu e não quer deixar a área. “Se eles fizessem obras no rio não precisaria retirar as pessoas. Aqui alagou porque eles não limpam os esgotos, não passa gari aqui”, afirmou. Segundo ele, em outros alagamentos a água escoou rápido e não passou quase uma semana represada como ocorre agora. A cheia não chegou a atingir a casa do vigilante, mas, com medo, ele construiu uma pequena mureta em frente da porta principal e a derrubou nesta segunda ao ter certeza que a água não invadiria o imóvel.

Técnicos da Defesa Civil usam bote para chegar até as casas no Jardim Romano (Foto: Luísa Brito/G1)
Ao contrário dos vizinhos, a dona de casa Maria Auxiliadora Silva Souza, de 51 anos, disse que deixaria sua casa, se receber uma moradia num lugar melhor. “Não aguento mais isso, já enfrentei várias enchentes”, contou ela, que disse ter perdido praticamente todos os imóveis no alagamento. “Está tudo boiando lá em casa, sofá, armário, colchão, cama”, enumerou. A dona de casa mora em um imóvel de dois quartos com cinco filhos e uma neta. Enquanto sua casa está inundada, ela está hospedada na residência de um filho, em uma rua próxima.

A Subprefeitura de São Miguel Paulista diz que a reclamação dos moradores não procede. "Ao longo de 2009, semanalmente, as equipes da subprefeitura fizeram a manutenção deste sensível sistema de drenagem, realizando a limpeza manual das bocas de lobo e também com o "tatuzão" (caminhão hidrojato-sugador). No momento, as equipes permanecem na região, mas como a rede está afogada, devido às cheias do rio, que não dão vazão a escoamento do sistema, o trabalho não surte efeito", diz, em nota, a subprefeitura.

Parque
Segundo o prefeito anunciou na manhã desta segunda-feira, as famílias serão cadastradas a partir desta semana e começarão a deixar as áreas de várzeas no início do ano que vem. O valor do aluguel e os locais das novas moradias ainda não foram determinados pela prefeitura. A maior parte das famílias que serão retiradas moram em áreas de várzeas no Jardim Romano, Jardim Helena, Chácara Três Meninas e Jardim São Martinho. De acordo com o subprefeito de São Miguel, Nilton Persoli, a área de várzea é variável, mas, em alguns pontos, fica a até 500 metros do leito do rio. Várias casas e outras edificações na área devem ser demolidas. De acordo com Kassab, só não serão destruídos prédios públicos como escolas e postos de saúde. Após a saída das famílias e a demolição dos imóveis no local, o projeto é transformar a área em um parque, que, além de área verde, contará também com equipamentos de lazer e cultura. “A recuperação da área de várzea é fundamental. Lá só ficarão atividades compatíveis com área de várzea, como campos de futebol e de outros esportes”, explicou a secretária estadual de Saneamento e Energia, Dilma Pena.

Globo.com

Amostras de água da enchente em SP revelam extrema poluição

Amostras de água da enchente em SP revelam extrema poluição
Coletas de bairro da Zona Leste têm o dobro de coliformes do Rio Tietê.Moradores sofrem com doenças decorrentes da água suja.
Do G1, com informações do Fantástico

Bairros inteiramente alagados e muita sujeira. As enchentes que atingiram São Paulo ainda fazem vítimas: são os moradores que ainda convivem com a água parada que não escoa na Zona Leste.

As pessoas relatam encontrar animais peçonhentos na água. Até as crianças dizem ter medo de pegar doenças em razão da cor da água. Técnicos coletaram a água da enchente e a levaram para um laboratório para saber a quantidade de coliformes fecais.

As amostras foram coletadas em frascos apropriados. Foram feitas medições em campo do PH e da temperatura, que são parâmetros altamente instáveis. PH significa o grau de acidez de um meio: quando está abaixo de sete, o meio é ácido; quando está acima, é básico. Uma das áreas escolhidas foi a Zona Oeste. Na Ceagesp, comerciantes perderam produtos devido à chuva. Melancias estragaram. Em quatro dias, o resultado da qualidade da água coletada no local sai e impressiona. “Nessa amostra encontramos uma densidade da ordem de 330 mil nmp por 100 ml de coliformes fecais”, diz o engenheiro químico José Aristides Filho. Nmp significa “número mais provável”, ou seja, é a estimativa de coliformes fecais de uma amostra. É o mesmo índice usado para avaliar a condição das praias brasileiras. Uma concentração acima de mil npm por 100 ml indica água imprópria. Na Zona Oeste, o índice é 330 vezes isso. Segundo os médicos, a bactéria revela uma quantidade grande de fezes na água e também urina de rato, que causam uma série de doenças do aparelho digestivo, como náuseas, vômito e febre. Uma outra amostra foi coletada no extremo da cidade: na Zona Leste, que continua alagada. O resultado é ainda mais preocupante: 2 milhões de nmp por 100 ml, um número “assustador”. Como base de comparação, o poluído Rio Tietê tem, em seus piores trechos, 1 milhão de nmp. A água do bairro Jardim Pantanal tem o dobro. A água tem também 2 mil vezes o número de coliformes fecais de uma praia imprópria para banho. Danti Ragazzi, da Sabesp, diz que não é possível tirar a água suja da Zona Leste no momento. “Enquanto o rio não esvaziar, a gente vai tirar água daqui, jogar para o rio e ela vai voltar. Então é o nível do rio que tem de voltar ao normal.”

Doenças
Os moradores sofrem com a sujeira na água. “Já estou sentindo o corpo meio com gripe”, diz o sapateiro Daniel Barros da Silva. A desempregada Fabiana Ferreira da Silva diz que o filho está doente, com febre, há quatro dias. Segundo a médica sanitarista Débora Moraes Coelho, a pessoa que apresentar febre, dor de cabeça, náuseas, vômitos, pele amarelada, urina clara, fezes escuras e dor muscular, principalmente na batata da perna, deve procurar os serviços médicos da região. Exames mais detalhados são feitos nas águas das enchentes de São Paulo. Os resultados, mais demorados, devem ser divulgados em breve e irão mostrar em detalhes as bactérias causadoras de doenças nos alagamentos, em que quantidade estão presentes e que males podem causar.

Globo.com

Ruas alagadas na Zona Leste de SP estão na várzea do Tietê, dizem órgãos

Ruas alagadas na Zona Leste de SP estão na várzea do Tietê, dizem órgãos
Comportas de barragem na Penha não foram fechadas, garantem em nota.Sabesp vai distribuir cloro e água potável a moradores de áreas alagadas.
Do G1, em São Paulo

As ruas dos bairros Jardim Romano, Jardim Helena, Jardim Pantanal e Vila Itaim, em Itaim Paulista, no extremo da Zona Leste de São Paulo, permanecem alagadas por estarem localizadas em uma área de várzea, segundo a Secretaria de Saneamento e Energia (SSE), a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE). Os órgãos estaduais divulgaram em conjunto um comunicado oficial sobre o problema na região no final da tarde desta quinta-feira (10).

Os moradores destes bairros alegaram que as ruas permaneciam cheias de água, mesmo depois de 72 horas do término das fortes chuvas que castigaram a capital, porque as comportas de uma barragem no Rio Tietê, localizada no bairro da Penha, na Zona Leste, teriam sido fechadas, para evitar que uma cheia maior atingisse a Marginal Tietê e bairros em seu entorno. “As seis comportas da Barragem da Penha estão abertas, operando na capacidade máxima. Mesmo assim, a água em alguns trechos dessa região ainda não baixou porque é uma área de várzea. As áreas alagadas pertencem às várzeas do Rio Tietê; ou seja, são o espaço natural de amortecimento das cheias”, afirma o comunicado à imprensa. Ao todo, teriam chovido mais de 100 mm em um período de 18 horas na região da barragem na terça-feira (8). Segundo a nota, “as famílias que vivem próximas ao rio e que hoje sofrem com as inundações serão removidas para novas habitações em locais adequados”. Ao menos 2.600 famílias, que vivem desde a Chácara Três Meninas até o Jardim Romano, deverão ser transferidas. Além disso, o comunicado afima que o Governo do Estado investiu mais de R$ 41 milhões na construção de infraestrutura urbana completa – saneamento básico, drenagem, vias urbanas, transposição da linha férrea, áreas de lazer etc. - no Jardim Pantanal e que, no início de 2010, vai terminar a canalização do córrego Jacu. A Sabesp, por sua vez, anunciou que vai distribuir hipoclorito (cloro) e orientar os moradores que estão com o abastecimento de água comprometido nestas regiões sobre o uso correto deste produto. Além disso, três caminhões-pipa estão distribuindo água potável à população, no CEU Três Pontes, localizado na Rua Capachós, próximo a Rua André de Magalhães. A Sabesp informa que, tão logo a água da chuva baixe, vai disponibilizar caminhões-pipa também para a limpeza das residências e ruas, bem como recolher os objetos danificados pela enchente e descartados pela população. Segundo a companhia de saneamento básico, algumas regiões estão sem o serviço de coleta de esgoto porque as chuvas alagaram as estações elevatórias que atendem o bairro. “O sistema voltará a funcionar plenamente após o escoamento das águas. As estações elevatórias servem para encaminhar os esgotos coletados das casas, por meio das redes coletoras. Esses equipamentos são utilizados em locais com relevo plano, como é o bairro citado, onde o sistema coletor de esgotos não funciona normalmente por gravidade”, esclareceu na nota. A manutenção necessária para restabelecer o mais rápido possível o funcionamento total do sistema, no entanto, vai depender do recuo das águas, finaliza a nota conjunta.

Globo.com

Alagamento na Zona Leste de SP afeta estações de esgoto da Sabesp

Alagamento na Zona Leste de SP afeta estações de esgoto da Sabesp
Sistemas elevatórios estão sem funcionar após chuva da terça. Enchente ainda atinge casas e deixa moradores sem telefone nesta quinta.
Do G1, com informações do SPTV

O alagamento que ainda atinge parte da Zona Leste de São Paulo nesta quinta-feira (10) afetou também as estações elevatórias de esgoto da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo que atendem a região. Com isso, o sistema ainda está sem funcionar, espalhando esgoto pelas ruas. Além disso, a enchente também prejudica os moradores – que estão sem telefone e com a água na altura da cintura em alguns locais.

Na região do Jardim Romano, é difícil identificar o que é rio e o que é rua. A inundação alcança uma distância de seis quarteirões do Rio Tietê estão alagados. Alguns moradores enfrentam a enchente; outros, usam pedaços de madeira como barco. Não chove há dois dias na área, mas o nível da água baixou poucos centímetros. Os moradores dizem que isso acontece porque as comportas da eclusa do rio estão fechadas.

A rua em frente ao Centro Educacional Unificado (CEU) do bairro está alagada, e muitas crianças estão sem aula. O Córrego Três Pontes, que corta o bairro, está cheio de lixo e com o nível bem acima do normal. Em algumas casas, os moradores continuam convivendo com a água. Em outras, onde o nível chegou à cintura, as pessoas foram retiradas e abrigadas em um colégio estadual. De acordo com a Sabesp, os sistemas elevatórios do esgoto só poderão voltar ao normal após o escoamento das águas. As estações ficam a três metros de profundidade no solo. Segundo a Sabesp, as bombas e motores provavelmente foram danificados e terão que ser retirados. Sem o funcionamento, o esgoto não chega às estações de tratamento e volta para as casas. Por isso, até mesmo a água que sair das torneiras pode estar contaminada. A Sabesp e a Secretaria de Estado da Saúde irão distribuir pastilhas de hipoclorito de sódio para descontaminar a água.

Globo.com

Caiaque vira transporte em ‘Veneza’ suja, infestada de ratos na Zona Leste de SP


Foto: Marcelo Mora/G1 Cícero André Mourão Teixeira (à dir.), com o filho Gabriel e o caiaque utilizado como transporte nas ruas alagadas da Vila Itaim, no extremo da Zona Leste de São Paulo (Foto: Marcelo Mora/G1)

Caiaque vira transporte em ‘Veneza’ suja, infestada de ratos na Zona Leste de SP
Ruas da Vila Itaim seguem alagadas depois de 48 horas de fim das chuvas.Moradores têm de conviver com ratos, baratas e enxames de mosquitos.
Marcelo Mora Do G1, em São Paulo

Os moradores de um bairro no extremo da Zona Leste de São Paulo desfrutam da desagradável sensação de viver em uma espécie de “Veneza” brasileira.

A "Veneza" da Vila Itaim, em São Miguel Paulista, tem ruas alagadas, água suja, ratos, baratas, mosquistos e pessoas usando caiaques para sair de suas casas.

A situação caótica na bairro da Zona Leste é consequência das fortes chuvas que caíram na capital desde segunda-feira (7) à noite. Mais de 48 horas depois de a chuva ter cessado, o nível das águas no bairro ainda não diminuiu. E as águas não dão sinais de que vão escoar tão cedo. Bueiros e bocas-de-lobo entupidos ajudam a represá-la.

Por isso, a maioria já abandonou as suas casas, mesmo, em muitos casos, não tendo para onde ir. Caminhar com água pelo tornozelo, para poder retirar das residências os poucos pertences que restaram intactos, virou rotina. Em alguns pontos, como na Rua Agostinho Alves Marinho, a água chega até a cintura. Sacos plásticos amarrados às pernas servem de galochas. Os objetos se equilibram na cabeça. Calças e saias precisam ser arregaçados e calçados, levados à mão.

No caminho, é preciso desviar dos ratos que aparecem nadando repentinamente. Aliás, a reclamação mais ouvida pelo G1 nesta quarta-feira (9) foi em relação aos “ratos, muitos ratos”. A água parada virou criadouro de mosquitos e pernilongos. Enxames deles infestam os tetos das casas no final da tarde. E baratas saem por ralos e pias. Nestas condições, trabalho e escola, obviamente, são deixados de lado. Neste triste cenário, um caiaque se transforma em um meio de transporte valioso.
É um dos poucos pertences que tem serventia para o ajudante de confecção Cícero André Mourão Teixeira, de 35 anos, morador da Rua Abacatuaja. “Só de caiaque para chegar lá mesmo”, disse.

Há cerca de 10 anos, ele trabalhava em uma fábrica que construía este tipo de barco. “Fiquei com esse por causa de enchente. Fazia uns sete anos que não tinha uso”, contou. Agora a utilidade é dupla: quando não é utilizado para auxiliar os vizinhos, o caiaque faz a diversão da garotada, que se reveza para ‘navegar’ por mares nunca dantes navegados.



Foto: Marcelo Mora/G1 O ambulante Manoel de Jesus, com 'galochas' improvisadas, consegue retirar o pouco que sobrou da casa alagada: DVDs piratas (Foto: Marcelo Mora/G1)

Os momentos de recreação não são suficientes para afastar o drama que estão vivendo. “Moro com quatro filhos, um de 15, de 14, de 12 e de 9 anos. A água subiu muito rápido. Só deu tempo de levantar o sofá. Perdi tudo”, disse Cícero. “Vou trabalhar como nesta situação?”, questionou.

O ambulante Manoel de Jesus, de 42 anos, apenas na quarta-feira (9) conseguiu retirar de sua casa, na Rua Aramaçã, uma caixa com DVDs piratas que costuma vender em Guaianazes, também no extremo da Zona Leste de São Paulo.

Enquanto a água não baixa, ele levou a mulher e os dois filhos para morarem na casa da irmã, na Cidade Nova São Miguel, em São Miguel Paulista. “Perdemos tudo. Estava sem vender todos estes dias. Consegui salvar estes daqui. Preciso ganhar a vida”, afirmou, tentando esboçar ânimo depois de quase perder as sandálias de dedo ao tentar vencer a enchente.

Junto com água, a revolta dos moradores segue represada. Eles alegam que agentes da Defesa Civil e da Subprefeitura do Itaim Paulista só apareceram no local na segunda-feira (7), quando as águas subiram. E depois não teriam retornado. “Disseram que viriam trazer cesta básica, colchão e cobertores amanhã (quinta-feira, 10). Estamos esperando”, relatou uma moradora que passa em direção à rua alagada, tentando, na pressa, manifestar a sua indignação.

Procurado pelo G1 para comentar o assunto, o coronel Jair Paca de Lima, coordenador da Defesa Civil municipal, informou nesta quinta-feira (10) que há agentes no Itaim Paulista.

Indignação que só faz crescer quando se recordam que no início de todo ano recebem o carnê do Imposto Predial Territorial Urbano, o IPTU, que tanta polêmica tem gerado nos últimos dias, por conta do anúncio de um aumento de até 30% para as residências em 2010.

“Não foi o prefeito [Gilberto] Kassab [DEM] que disse que não iria cobrar IPTU de áreas onde tinha enchente? Quero só ver se não vão cobrar mesmo. Pode fotografar a rua. Eu moro na casa de número 26, aquela de portão verde”, disse o segurança Leonardo Souza Ferreira, de 24 anos, ao indicar a Rua Manoel Martins de Melo.

“Neste ano eu paguei no total R$ 1.600. Tive de parcelar, porque estava com vários impostos em atraso. Mas, por ano, o valor cobrado é quase R$ 350, por aí. Estou com os carnês lá em casa. Isto é, se não estragaram com essa água toda”, lembrou, desconsolado.

O G1 ligou às 7h40 desta quinta para a coordenação das Subprefeituras para comentar o assunto, mas nenhuma pessoa atendeu aos telefonemas feitos pela reportagem.

Globo.com